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Mutirão realizou mais de 6000 cirurgias para combater a principal causa de cegueira

Ceará é um dos cinco estados que mais fazem cirurgia de catarata no país

Será encerrada nesta sexta-feira, 30 de janeiro, a campanha "Natal Cristalino", um mutirão de cirurgias de catarata. Em dois meses foram realizadas aproximadamente 6.200 cirurgias: 4.061 em dezembro e 2.050 em janeiro. A maioria das pessoas que foram atendidas tinha entre 50 e 80 anos de idade.

A ação foi promovida conjuntamente pela Secretaria Municipal da Saúde e Sociedade de Oftalmologia do Ceará (SOC), em parceria com clínicas oftalmológicas credenciadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A campanha contou com a participação de 19 serviços de oftalmologia e 70 oftalmologistas, integrantes da SOC.

Com a realização da campanha, SOC e Secretaria Municipal de Saúde fortalecem o objetivo de reduzir o tempo de espera dos pacientes que necessitam de cirurgia de catarata para no máximo 3 meses. Para isso, além da campanha, será mantida uma cota de 1000 cirurgias mensais a partir de fevereiro próximo. Para ter acesso ao procedimento, basta ir a um posto de saúde mais próximo, que encaminhará o paciente a um serviço médico oftalmológico credenciado ao SUS.

No país, segundo dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), o número de pessoas na fila de espera chega a 350 mil. Atualmente, o Ceará está entre os cinco estados que mais realizam cirurgias de catarata no Brasil.

Tratamento - A catarata é definida como qualquer opacificação do cristalino (a lente dos olhos) que atrapalhe a entrada de luz nos olhos. A doença aparece geralmente em pessoas com mais de 50 anos e é a maior causa de cegueira reversível em adultos.

Os principais motivos de ocorrência da doença são: envelhecimento, exposição ao sol sem óculos apropriados, diabetes, congênita (a pessoa já nasce com catarata), pancadas fortes nos olhos (ex:murro) e uso de corticóides sistêmicos.

Segundo Lucena, no estágio inicial da lesão ocular, a visão torna-se embaçada, turva e aumenta a sensibilidade à luz. Com o agravamento, a pessoa passa a enxergar apenas vultos. O quadro pode evoluir até resultar em cegueira. “É importante procurar um médico oftalmologista caso a pessoa note alguma alteração na visão, visto que a evolução da catarata é lenta e o paciente pode se acostumar com a diminuição progressiva da capacidade de visão”, alerta.

A doença só pode ser tratada através de cirurgia. Durante o processo cirúrgico, o cristalino danificado é substituído por uma lente artificial. A recuperação geralmente é rápida e o paciente poderá retornar à rotina em aproximadamente 10 dias.
 

 


 

 

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